Sobre mim
SOBRE MIM
Bruna A. da Costa
(CRP-SP 06/140964)
Dou palestras em eventos, empresas e demais instituições – sobre temas diversos em Saúde Mental. Também faço parte de um projeto de pesquisa internacional sobre tratamento de fobias com os recursos de realidade virtual, junto à empresa PsycReality.
Sou fascinada pelo comportamento e desenvolvimento humano e pela possibilidade de auxiliar pessoas a experienciarem a vida da maneira mais significativa (conforme suas subjetividades). Acredito (e pratico) uma clínica socio-politicamente implicada (considerando atravessamentos de gênero, raça, classe e sexualidade).
Já escrevi um capítulo de um livro de Psicologia clínica – o capítulo é sobre Transtorno Bipolar, a partir do estudo de um caso que atendi no HU-USP.
Comecei a trabalhar aos 14 anos. Portanto, antes de ser psicóloga, trabalhei com várias outras coisas: babá, telemarketing, setor administrativo, financeiro e, depois, bancária. Minha primeira graduação foi em Gestão Financeira.
Eu era infeliz profissionalmente e resolvi pensar em outra coisa para fazer pelo resto da vida. Confesso que me sentia muito perdida nessa época. Após pesquisar muito e, pela primeira vez na vida, me perguntar o que EU realmente gostaria de fazer, fui caindo nas áreas da saúde e acabei escolhendo a Psicologia, mesmo sem ter muita certeza da escolha, mas me permiti correr o risco e me propus a recalcular a rota novamente, se necessário. Mas dessa vez não foi preciso! Na Psicologia eu finalmente me encontrei!
Apesar disso, enquanto estudante eu ainda não poderia atuar (e também nem tinha certeza se eu queria clinicar mesmo). Então enquanto cursava a graduação de Psicologia, me inseri no mundo do RH, onde fiquei por 4 anos. Trabalhei como assistente de R&S e depois como analista de T&D (que eu gostava bastante).
Mas depois de 1 ano e meio atendendo na clínica (pela faculdade), eu me vi em um novo dilema: seguir no RH e investir em crescer nessa área ou migrar para a Psicologia clínica – ou seja: mudar de profissão DE NOVO!
Na época eu tinha muito medo de sair do RH, onde eu já estava há 4 anos e estava dando certo aos poucos. Tinha medo de não dar certo na clínica. Tinha medo de fracassar. Tinha vergonha de mostrar (para os outros) que eu era perdida e não sabia o que queria e que estava pulando de galho em galho na vida profissional. Tinha receio do que iriam pensar e falar de mim por causa disso.
Apesar de eu já ter inúmeros outros motivos e muito antes disso para fazer terapia, foi nesse momento em que eu busquei uma, pela primeira vez na vida. Foi a primeira vez que eu olhei mais para mim do que para os outros e o que eles pensariam ou falariam de mim. Foi a primeira vez que eu me conectei com as minhas dores e, também, os meus desejos.
A terapia mudou a minha vida em tantos aspectos! Consegui encarar meus medos, desconfortos e feridas, incertezas e inseguranças.
Então eu me permiti tentar mais uma vez: saí do RH e me joguei na Psicologia clínica. E cá estou eu! Contando essa história pra você!